O ISV
Paga-se uma vez, na primeira matrícula em Portugal, e tem duas partes: uma depende da cilindrada, a outra das emissões de CO₂. Nos carros usados o imposto desce com a idade, contada em meses desde a primeira matrícula.
Para carros matriculados a partir de 2019, o simulador usa o CO₂ medido pela norma WLTP. Para os anteriores, usa a NEDC, que é a que vem nos documentos dessa altura.
Em regra, os elétricos não pagam ISV. Nos híbridos plug-in com pelo menos 50 km de autonomia elétrica, o artigo 8.º do Código do ISV reduz o imposto para 25%. Os anúncios quase nunca dizem a autonomia, por isso o simulador guia-se pelas emissões: abaixo de 50 g/km, aplica a redução.
O que entra no total
Entram o preço do carro, o transporte porta a porta, o ISV, a inspeção tipo B, o certificado de conformidade (COC) e o registo no IMT, as matrículas portuguesas e o pack de serviço que escolheres.
O IUC aparece à parte, fora do total. É o imposto de circulação, que pagas todos os anos depois de o carro estar matriculado.
Porque é uma estimativa
O CO₂ é o número que mais pesa no ISV, e é também o que mais anúncios deixam em branco. Sem ele, o simulador estima a partir da cilindrada e avisa que o resultado pode variar cerca de 15%, para cima ou para baixo.
O valor exato está nos documentos do carro: no certificado de matrícula alemão, campo V.7, ou no COC, campo 49. Pede-o ao vendedor antes de avançar.
Para confirmar o ISV, tens o simulador oficial da AT em simuladorfiscal.at.gov.pt. Para uma proposta com valores fechados, pede-nos uma. É gratuita.
Quando compensa importar
Em geral, a partir de orçamentos de cerca de 15.000 €. Abaixo disso, a diferença para o mercado nacional pode não chegar para pagar o transporte e a legalização. Se estás nessa zona, fala connosco antes de decidir.